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IMÁGENES
DE ESPECTROS
VELOCIDADE DE LUZ VARIÁVEL
MORE OR LESS ANNIHILATED BY SACCADIC ENCHAINMENT BY THE SEA
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Velocidade de Luz Variável
Artists
Oporto
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VELOCIDADE
DE
LUZ VARIÁVEL
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PORTUGUESE ABSTRACT VIDEO PROGRAMME
Curated by Alexandre Estrela
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VASCO LUCENA
Vasco Lucena foi durante incontáveis anos um professor apaixonado de História de Arte num liceu em Lisboa. Aos 69 anos reformou-se e construiu incríveis máquinas cinéticas de luz que manipulou em solidão, realizando esporádicamente pequenas sessões para a família e amigos. Estas performances eram filmadas e comentadas pelo autor de forma a direccionar o olhar em visões poéticas ou instruir sobre a estrutura dos efeitos e reflexos produzidos. Os dois vídeos com que começo este programa fazem parte de um vasto corpo de trabalho a que Lucena apelidou de Matemática. O primeiro vídeo é uma impressionante simulação de uma aurora acompanhada de um "drone" electrónico feito por um amigo, Artur Brites. O segundo vídeo "Disco G parado" é um meticuloso exercício de desenho, com variações de grelhas sobre um disco parado. Vasco Lucena em total calma e concentração explora efeitos de "moiret".
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E. MELO E CASTRO
O trabalho de E. Melo e Castro parte da poesia experimental ramificando-se na performance, nas artes plásticas e digitais. Melo e Castro desenvolve um trabalho seminal na fundamentação académica das suas experiências poéticas, sendo absolutamente pioneiro na utilização de meios tecnológicos de ponta para potenciar as suas ideias. O seu trabalho tem uma leveza e uma interdesciplinidade proxima do universo "fluxus". O vídeo "Roda Lume" é um poema fonético feito expressamente para a RTP, a televisão portuguesa em 1969 (esta versão é um "remake" de 1986 pois a versão original foi destruída). Uma voz repete as palavras "roda", "lume" e "fogo" acompanhadas de uma animação geométrica vectorial. Este poema-televisivo desenvolve-se de forma circular hipnótica criando um movimento continuo, um ciclo perpétuo.
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PEDRO DINIZ REIS
Pedro Diniz Reis é um estudioso de Shibari (a arte japonesa de atar), sendo um discípulo de Akechi Denki Sensei. Este dado biográfico seria totalmente irrelevante se nos seus vídeos não transparecesse um meticuloso rigor formal de uma precisão sádica.
O vídeo para Pedro Reis é um corpo a dominar. A grelha espaço temporal do vídeo é a sua teia e com ela constroi um entrincado sistema de nós que nos prendem os sentidos. Os dois vídeos aqui revistos são dois jogos formais, minimais de uma frieza e um rigor absolutos.
"Alphabet (portuguese)" é um longo poema visual, vazio de qualquer sentido. O alfabeto é soletrado por uma voz radiofónica que distribui as letras segundo uma convenção gráfica. A cadencia monocórdica mantém-nos em suspenso na possibilidade longínqua de uma construção sintáctica.
"GR 352-2" é um concerto para 16 pianos baseado numa pintura de Gerhard Richter. A pintura serve como ponto de partida para uma correspondência entre acordes tocados pelos pianos e os valores cromáticos (RGB) dos elementos da pintura. As notas percorrem a grelha de uma forma progressiva e entrópica, aparentemente aleatória. No entanto ao contrario da pintura original a peça rege-se por um canon rígido oculto a uma primeira apreciação.
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MIGUEL SOARES
Miguel soares desenvolve desde 1997 um trabalho ímpar na construção e manipulação de mundos virtuais. Cada programa que aborda, (seja ele de composição, de arquitectura, jogo ou mesmo som) dita uma série de leis e questões que o artista explora exaustivamente para além dos limites do familiar.
Partindo do principio que no espaço o som não existe, no trabalho de Miguel Soares o som desce à terra corporizando-se em formas e corpos gravíticos sonoros. Este grupo de vídeos,à excepção de "VLANTA" (peça que se poderia considerar como introdutória, repleta de ecos de trabalhos anteriores), foram concebidos com um programa de visualização de som que concretiza o velho sonho de correspondência total entre som e imagem. O som é forma e esta reage aos impulsos electrónicos de Migso, o seu alter-ego musical.
(Alexandre Estrela)
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